Um pouco sobre a origem da música

A origem da música é mais antiga do que muita gente deve imaginar. Antes mesmo do conceito de música ter sido criado, sons já eram reproduzidos inspirados naqueles emitidos pela própria natureza: pássaros, rios, ventos, folhas e tantos outros.
Não existem relatos científicos suficientes que possam comprovar com exatidão quando a música teve origem, mas é possível afirmar que os homens das cavernas já faziam suas próprias produções musicais. Nesse período eram usados sons criados por movimentos corporais, vocais e alguns poucos instrumentos rústicos. E daí considera-se a início da música pela humanidade.

A origem da música como arte

A palavra “música”, em si, tem origem na expressão grega musiké téchne, que significa a arte das musas. Mas, segundo os estudiosos, há 4.000 anos os egípcios já possuíam um nível de expressão musical elevado pois, nessa época, as músicas eram ferramentas para cerimônias religiosas. As harpas já existiam, bem como alguns instrumentos de percussão, flautas e, claro, o canto. Os rituais sagrados, inclusive, já tinham referências que misturavam música e cores, entre outros artifícios visuais. E assim a expressão musical humana foi se formando, se solidificando e se tornando cada vez mais forte.

Em 3.000 a.C., na Ásia, as culturas indiana e chinesa desenvolviam suas próprias expressões musicais e a música era encarada como um espelho do universo. Entre os chineses o instrumento mais comum era a cítara, um instrumento de cordas que mais tarde deu origem ao violão e à guitarra. Em termos musicais, era comum a utilização da escala pentatônica, que é composta por cinco notas. Uma bela referência para os guitarristas e blueseiros de plantão!

Em um próximo passo evolutivo foram os gregos que começaram a aperfeiçoar a música. Eles tiveram muito peso no desenvolvimento musical de alguns gêneros que são ouvidos até hoje como a ópera, a música instrumental e a música erudita. A música estava presente em cantos, danças, peças de tragédia e também nos cultos gregos.

Os diferentes períodos da música

Assim como a evolução humana e artística são divididas em períodos, a evolução musical também é. Como a transição entre cada época é longa e complexa, separamos aqui alguns dos principais momentos dessa evolução, para referência:

• Idade Média: a Igreja ditava todas as regras culturais, inclusive em relação a música. Na época a música “monofônica” (com uma única linha melódica) era muito ouvida nas peças. Ainda assim, o “canto gregoriano” era o mais comum. É interessante ressaltar que o trítono (intervalo de quarta aumentada) era considerado o “som do diabo”, e por isso era proibido de ser tocado em qualquer peça. Incrível, né? Muitos e muitos anos mais tarde a banda inglesa Black Sabbath lançou a música “Black Sabbath”, que utiliza muitos trítonos em sua composição. Fica a dica…

• Música Renascentista, no século XIV: artistas passaram a buscar uma música mais universal, ampla, e começaram a se distanciar da Igreja. Nesse período surgiram as músicas consideradas profanas.

• Música Barroca, no século XVII: as músicas evoluíram em termos de complexidade e o conteúdo apresentado era mais elaborado e dramático que o visto anteriormente. Foi nesse período que nasceu a ópera musical.

• Música Clássica: num período musicalmente muito rico surgiram as emblemáticas composições de Haydn, Mozart e Beethoven e outros lendários compositores. Surgiram também as orquestras e houve um boom nas produções instrumentais.

• Século XX: este século, que presenciou avanços enormes na tecnologia, ficou marcado por uma avalanche de novas tendências e técnicas musicais, desde o Impressionismo até a Música Eletrônica. Localmente, as culturas passaram a desenvolver seus próprios estilos, e esses estilos começaram a se misturar por conta da facilidade de comunicação e constantes migrações. Além disso a tecnologia também possibilitou maior liberdade técnica e artística, de modo que os próprios músicos e artistas deixaram rótulos e regras de lado para desenvolver estilos próprios e novos.

Hoje a música é a forma de arte mais consumida no mundo e é conhecida por sua diversidade, quebra de rótulos e formação cultural. A inserção da tecnologia tem aberto cada vez mais espaço e oportunidade para as criações, contribuindo sempre novas formas nessa arte.

Legal né?
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