O que é Oversampling?

Plugins têm tido sua qualidade drasticamente melhorada ao longo dos últimos 10 anos. Hoje em dia, temos desenvolvedores criando plugins com sonoridades muito marcantes. Não são apenas emulações digitais de equipamentos analógicos clássicos, mas também novos tipos de processadores de sinal que não seriam possíveis no mundo físico. Diferentemente de hardwares e periféricos, plugins usam algoritmos complexos e seu som depende do código desenvolvido pelo programador.

Nesse sentido, os plugins com melhores sonoridades são desenvolvidos pelos melhores programadores assim como, por exemplo, os melhores compressores analógicos são fabricados pelos melhores engenheiros eletricistas. Assim, a combinação de ouvidos bem treinados e programadores talentosos permite que empresas de software nos tragam produtos de altíssima qualidade.

Então, afinal, o que é Oversampling (ou Upsampling)?

Oversampling é o processo de conversão do áudio para uma maior Sample Rate (taxa de amostragem, em Hertz) realizado por um plugin. Processar em uma Sample Rate maior normalmente remove alguns dos artefatos negativos associados ao processamento digital de áudio; principalmente o aliasing, que acontece quando uma informação fora da faixa de frequências do conversor e sample rate utilizado na gravação é interpretado pelo conversor como frequências distintas.


O plugin Soothe, da oeksound, é um supressor de ressonâncias de frequências médias e agudas e conta com a opção de Oversampling


O plugin Parallax, da NeuralDSP, é uma distorção focada em baixo elétrico e também conta com o recurso

Oversampling minimiza problemas como o aliasing e normalmente resulta em uma sonoridade mais suave e agradável, porém pesa mais no processamento. No entanto, algoritmos de Oversampling não são todos desenvolvidos da mesma forma e alguns são melhores que outros. É possível que você até prefira o som de alguns plugins ao deixar o Oversampling desligado. Não é uma regra que esse recurso fará o áudio soar “melhor”. Se você notá-lo em algum plugin que você possui e tiver processamento de sobra, é válido testar ligá-lo e desligá-lo para decidir qual opção traz o som mais agradável. Se seu processamento já está muito limitado, provavelmente será melhor manter o Oversampling desligado, a não ser que você congele as tracks (imprimindo temporariamente no áudio o processamento dos plugins utilizados, poupando processamento, método conhecido como freeze).

Por fim, como em tudo relacionado à engenharia de áudio, é sempre recomendável testar o recurso quando disponível para tirar suas próprias conclusões a respeito do impacto sonoro que proporciona.

Sobre Rafael Freitas

Graduado em Engenharia Mecânica pelo CEFET-MG, atua como revisor de conteúdo e editor de áudio na UA, além de ser baixista profissional e produtor musical. Rafael especializou-se em engenharia de áudio e produção musical através de cursos presenciais e workshops de profissionais reconhecidos do mercado de trabalho nacional como Pedro Peixoto e Beto Neves e mantém um constante aprendizado na produtora Sonastério. Como baixista, seus destaques incluem mais de duzentas faixas gravadas para artistas ao redor do globo, um canal no YouTube com mais de 750 mil visualizações e shows e workshops ao lado de músicos de renome como Aaron Spears (Usher/Ariana Grande) e Doca Rolim (Skank).

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