Dicas de masterização para plataformas de streaming

As plataformas de streaming se tornaram essenciais para quem deseja divulgar seus trabalhos musicais, afinal de contas, nos dias atuais, essas plataformas são o meio de reprodução mais comum e acessível do mercado.
E aí entra uma questão: são várias plataformas de streaming diferentes e cada uma processa os arquivos da sua própria maneira. Como fazer uma masterização adequada para cada tipo de plataforma, seja ela Spotify, YouTube, iTunes ou qualquer outra?

Separamos algumas dicas do que estudar para masterizar suas produções de acordo com as plataformas. Confira!

1. Entenda como funcionam as plataformas de streaming

O primeiro passo é, sem dúvidas, entender como funcionam as plataformas. De modo geral cada uma delas utiliza um loudness normalization próprio, ou seja, uma normalização de volume geral da música. Isso quer dizer que faixas masterizadas em um volume muito alto provavelmente serão muito processadas pelas plataformas, tendo seu volume reduzido no arquivo disponibilizado aos usuários da plataforma. As plataformas de streaming funcionam assim para evitar diferenças bruscas quando o ouvinte muda de faixa, bem como para ter um padrão de volume aceitável. O grande problema para os engenheiros de áudio e produtores musicais é que cada uma usa um nível de referência diferente. Logo, o ideal é criar masters otimizadas para cada plataforma em que a música será reproduzida, ou pelo menos para as mais comuns. Pesquise sobre as referências de cada plataforma e aprenda os níveis delas para melhorar seu processo de masterização.

2. Deixe o volume um pouco (bem pouco) mais alto do que todos os playbacks de plataformas de streaming

A segunda dica é deixar o volume do loudness um pouco mais elevado do que o nível aceito em todas as plataformas de streaming. Para isso, na hora de masterizar use um medidor de loudness e faça a medição do short-term.
É recomendável deixar a parte mais pesada da sua faixa (ou mais cheia) em torno de -9 LUFS. Já para os picos (ceiling do limiter), o máximo atingindo deve ser em torno de -1 dBTP. Dessa maneira você conseguirá criar uma master mais dinâmica e versátil. Ela vai ficar um pouco mais alta que as outras, mas na hora de ser reproduzida em diversas plataformas sofrerá menos penalidades ou alterações em sua versão final.

3. Escute cada faixa separadamente em cada plataforma de streaming

Apesar das dicas acima auxiliarem a masterizar para diferentes plataformas de streaming, lembre-se que a produção musical não envolve receitas prontas. Tudo vai depender diretamente do seu trabalho, da gravação e mixagem e do que o cliente busca.
Antes de publicar suas produções, escute-as em todas as plataformas onde serão disponibilizadas. Dessa forma é possível identificar problemas e elementos que podem ficar altos ou baixos demais em determinada plataforma, e corrigir a faixa antes que ela realmente vá para o ar e fique disponível para os usuários.

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Comentários (2)

  • pedrus@ultradicas.com.br'
    pedrus alvaro

    muito legal seu conteudo parabens pelo seu site 🙂

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